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Planejamento estratégico: as bases para ter um processo de sucesso mesmo à distância

Veja a importância de se fazer um planejamento estratégico para ter sucesso na empresa – e como fazer isso mesmo de forma remota.

Escrito por Netshow.me em 07 jan 2022 | Atualizado em 07 jan 2022

25 minutos de leitura

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Para o professor Michael Porter, da Universidade de Harvard, em seu livro “Vantagem Competitiva” (1989), o conceito de estratégia refere-se ao lugar de destino e às escolhas dos caminhos para se chegar até lá. Nesse sentido, o planejamento estratégico é uma forma de prever essas decisões, buscando o melhor resultado possível para uma empresa.  

Quando definimos uma meta, precisamos pensar também o que deve ser feito para atingi-la. Cada decisão que tomamos sobre como vamos seguir, impacta bastante o resultado final. Não basta apenas desejar chegar em algum lugar, é preciso traçar os planos e caminhos para que isso aconteça. 

Neste artigo, entenda o que é o planejamento estratégico, porque é importante adotá-lo na sua empresa e os benefícios desse mapeamento. Além disso, conheça as quatro fases importantes para o desenvolvimento de um planejamento estratégico eficiente. 

O que é o planejamento estratégico

O planejamento estratégico é o mapeamento dos caminhos e das ações que devem ser desenvolvidas para atingir os objetivos de um negócio. Para isso, deve-se realizar uma organização sistêmica, que parte do diagnóstico e planejamento e vai até a análise de resultados anteriores. 

Tudo isso para identificar os pontos de melhoria e os pontos fortes do negócio, buscando desenvolver o que for necessário. Nesse momento também são definidas estratégias que serão adotadas para que as metas se realizem. 

É um conceito que une noções de administração e gestão de empresas. Por isso, o planejamento estratégico não se trata de uma planilha ou uma lista de tarefas que devem ser cumpridas, mas de ações e resultados compatíveis com a missão, visão e valores da empresa. 

Diferenças entre planejamento estratégico, tático e operacional

Dentro do planejamento empresarial, além do planejamento estratégico, existem também o planejamento tático e empresarial. O planejamento estratégico é a definição dos caminhos que a empresa vai percorrer para atingir os seus objetivos. Ele está diretamente ligado à projeção de como ela quer estar em um prazo curto, médio e longo. Além disso, visa entender também quais serão os esforços usados para isso. 

Já o planejamento tático é feito pensando mais nas ações práticas para tornar os objetivos realidade. É como se o planejamento estratégico fosse a ideia, e o planejamento tático a organização de como fazer isso. Vale lembrar que ambos se tratam de um planejamento, portanto são a parte que antecede a realização das ações de fato. 

O planejamento operacional abarca as atividades diárias que fazem com que a empresa continue rodando e, ao mesmo tempo, incorpora o que é necessário para tornar possível os outros planejamentos. A parte operacional alinha a rotina à execução de tarefas para que sejam cumpridos os objetivos do negócio. 

Porque fazer planejamento estratégico

Quando vamos ao supermercado sem uma lista de produtos que devem ser comprados, é comum esquecer alguma coisa. Essa lista é um tipo de planejamento, e a anotação do que está faltando é uma forma de garantir que nada será esquecido. Essa organização é importante para otimizar a tarefa e não precisar retornar várias vezes para buscar um item ou outro. 

O planejamento estratégico funciona de forma parecida, mas em um grau de complexidade bem maior. Com ele, a empresa pode mapear todas as suas próximas ações, até mesmo em relação a fatores externos que ainda são incertos. Dessa forma, é possível garantir que as prioridades da empresa não serão esquecidas ou soterradas entre as tarefas do dia a dia. 

Esse resultado é obtido por meio de uma preocupação constante de quais são os próximos passos e o que ainda precisa ser feito – algo fundamental para que ações importantes sejam de fato realizadas. 

Para além de questões de organização, o planejamento estratégico também possibilita perceber mais facilmente as dificuldades e, se necessário, fazer uma adaptação na trajetória para resolvê-las. Nesse sentido, ele dá uma estrutura sólida na qual a empresa pode se apoiar para otimizar a sua atuação. 

Benefícios do planejamento estratégico

Elaborar um planejamento estratégico é uma atividade que exige tempo e dedicação para ser concluída. Será preciso examinar dados e a performance recente da empresa para construir um plano eficiente – mas é um trabalho que vale a pena. 

O planejamento estratégico, para além da importância que já mencionamos, também proporciona uma série de outros benefícios. Veja alguns deles: 

Auxílio no planejamento financeiro 

Na construção do planejamento estratégico, é possível que alguma das ações mapeadas precisem de investimento financeiro. Por isso, será necessário deixá-la prevista também no planejamento financeiro. Da mesma forma, o planejamento financeiro pode destinar recursos para uma atividade que faz parte da estratégia. 

A construção do planejamento financeiro aliado ao planejamento estratégico permite que as ações sejam definidas de forma mais integrada. Assim, as ações e atividades para determinado período podem ser definidas em conjunto entre os dois setores, tornando essa organização ainda mais próxima da realidade prática da empresa. 

Decisões racionais 

Para ser efetivo, o planejamento estratégico precisa ser feito a partir de uma série de dados importantes. Eles podem ser os indicadores-chave da empresa, mas também do setor no qual você está. Assim, você traça planos que são de fato atingíveis e que vão de encontro à realidade prática da sua empresa. 

O planejamento estratégico possibilita que você tome decisões importantes de forma mais racional, considerando resultados mensuráveis e estatísticas reais. 

Priorização de ações 

O planejamento é como uma imagem de todas ações que devem ser executadas em um período para atingir os objetivos da empresa. A partir dessa análise geral, fica mais fácil entender o que deve ser feito em cada momento. Dessa forma, as prioridades são definidas de forma mais assertiva e antecipada.  

Autoconhecimento empresarial 

Outro benefício interessante do planejamento estratégico é ajudar as empresas a entenderem melhor a sua identidade empresarial e onde ela deve chegar. No dia a dia, não é incomum que algumas empresas tentem fazer muitas coisas e acabem esquecendo quem ela é de verdade. 

Por isso, o planejamento estratégico é uma forma interessante de resgatar e organizar essa identidade. Ao mesmo tempo, a empresa terá uma melhor compreensão de onde quer chegar, mapeando o caminho para tornar isso possível.  

Alinhamento empresarial 

Com empresas maiores, com vários departamentos e áreas, o planejamento estratégico é uma ótima oportunidade para entender e estruturar melhor os processos entre eles. Nesse momento, os líderes podem esclarecer e entrar em um consenso a respeito da estratégia. Depois, fica mais fácil passar os direcionamentos para os liderados. 

Além disso, as metas de cada área também podem ser definidas e combinadas a partir do planejamento estratégico. Assim, a organização da empresa é levada para outro nível. 

💡 Veja também: O que é gestão do conhecimento e porque é importante aplicar no seu negócio 

4 fases essenciais para um bom planejamento estratégico

Para a execução de qualquer estratégia ou planejamento em uma empresa, é importante sempre buscar as melhores práticas para isso. Quando as ações são bem feitas, os resultados aparecem muito antes e com chances maiores de serem positivos.  

Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira, professor de Administração na Universidade de São Paulo (USP), em seu livro “Planejamento estratégico”, define 4 fases para desenvolvê-lo. Confira as lições do professor para desenvolver um bom planejamento estratégico:  

Fase 1: Estudo diagnóstico 

O primeiro passo é entender como a empresa está. Nesta etapa, a empresa precisa compreender a sua realidade interna, como estão os processos, quais são os objetivos e o que tem sido feito agora. 

O professor Djalma define que essa fase deve ser feita a partir de 5 etapas: 

  • Visão: a visão define o que a empresa quer ser em um futuro próximo ou distante. Nesta etapa, deve ser definida as expectativas do negócio; 
  • Valores: são os princípios, crenças e questões éticas que sustentam o negócio. Eles são importantes para grandes decisões e também para a construção de uma cultura da empresa. Além disso, influenciam as decisões e definições do planejamento estratégico. 
  • Análise externa: na análise externa devem ser verificados os fatores de mercado que impactam o negócio. No diagnóstico, além de olhar para si, a empresa também deve olhar para o que está ao seu redor. É preciso considerar questões como mercado nacional, internacional, inovações tecnológicas, mercado financeiro, aspectos ambientais, culturais, mão de obra, etc. 
  • Análise interna: nessa etapa devem ser verificados os pontos fortes, fracos, dores e forças da empresa. Há também os pontos neutros, que são aqueles que ainda não são possíveis de serem identificados como fortes ou fracos. 
  • Análise dos concorrentes: deve ser feita uma análise externa e interna dos principais concorrentes e buscar de fato entender os diferenciais apresentados por eles. Essa etapa irá ajudar bastante na identificação das vantagens competitivas dos concorrentes e isso será fundamental para o planejamento estratégico. 

Fase 2: Missão da empresa

A Fase 2, segundo o professor Djalma explica em seu livro, é o desenvolvimento da missão da empresa. Aqui, deve ser pensada a razão de existir da empresa. Qual o objetivo? Que papel ela desempenha na sociedade? Quais dores ela resolve? 

Para conseguir entender essas questões, essa fase também é decomposta em cinco etapas: 

  • Missão: deve determinar o motivo central da existência da empresa, sua razão de ser. A que ela atende? O que ela deseja fazer? Qual necessidade ela satisfaz? 
  • Propósitos: nos propósitos é que a empresa deve detalhar o que faz cada setor ou departamento. Quais são os processos, tarefas desempenhadas por eles e que tipo de serviço prestam interna e externamente; 
  • Cenários: os cenários são os critérios e medidas estabelecidos para o futuro da empresa. Onde ela quer chegar? Que tipo de empresa quer se tornar? Esses cenários podem ser apenas um momento do futuro ou uma construção com diferentes etapas. 
  • Postura estratégica: nessa etapa, deve ser pensada a forma como a empresa se posiciona perante o mercado. Como ela é vista? Suas táticas são agressivas ou mais amigáveis? De que forma os concorrentes e clientes percebem a empresa? Essa análise irá auxiliar a entender melhor o perfil e as ações da empresa;
  • Macroestratégias e micropolíticas: as macroestratégias são as ações tomadas pela empresa para gerar mais vantagens competitivas no mercado, já as micropolíticas são as orientações que servem de base para as decisões tomadas pela empresa. Essas definições ajudam a compor a estrutura da empresa e são importantes para entender os caminhos do planejamento estratégico. 

Fase 3: O que deve ser feito e como

Na terceira fase, são apresentados os instrumentos prescritivos e quantitativos, isto é, o que deve ser feito para que a empresa alcance seus objetivos e quais os recursos necessários para que isso seja possível. Essa fase é marcada por essas duas etapas que influenciam diretamente uma na outra. Conheça melhor cada uma delas: 

Instrumentos prescritivos 

A palavra prescritivo significa algo que segue a ordem formal, certa, uma regra sobre como proceder. Por isso, nessa etapa, os instrumentos que devem ser percebidos são aqueles que vão ditar justamente o que deve ser feito para que a empresa cumpra a sua missão – estabelecida na fase 2. 

Para que isso seja possível, é preciso trabalhar algumas questões importantes, como por exemplo: 

  • Objetivo: alvo ou situação que se pretende alcançar. Determinação de para onde a empresa deve dirigir seus esforços; 
  • Estratégia: ação ou caminho a ser adotado para alcançar o objetivo; 
  • Projetos: trabalhos a serem executados e que devem ser definidos considerando recursos e resultado esperado; 
  • Plano de ação: são as partes comuns de diversos projetos que serão estabelecidas no planejamento estratégico e devem atuar juntas para atingir um resultado. 

Instrumentos quantitativos 

Quando falamos que algo é quantitativo queremos dizer que ele faz referência a uma certa quantidade. Na definição do professor Djalma, os instrumentos quantitativos são as projeções econômicas e financeiras determinadas para tornar possível a execução do planejamento estratégico da empresa. 

Nessa etapa, é importante definir exatamente os recursos que podem ser destinados para a execução das estratégias e, também, qual o retorno esperado. 

Fase 4: Avaliação dos resultados 

Por fim, temos a fase de controle e avaliação dos resultados. Aqui, é o momento de ver como a empresa está indo, que operações podem ser revistas e o que tem dado certo. De forma geral, essa fase pode ser feita utilizando diferentes metodologias e processos de análise. 

Alguns deles são:

  • Determinação e verificação dos indicadores de desempenho-chave para o perfil da empresa e os objetivos que ela deseja alcançar; 
  • Avaliação de desempenho;
  • Comparação entre a meta o resultado real dos objetivos, estratégia, perspectiva e outras mensurações importantes; 
  • Acompanhamento de rotina da verificação das estratégias e sua eficácia e eficiência. 

Ferramentas para o planejamento estratégico

Para cumprir cada uma das fases de um bom planejamento estratégico, existem algumas ferramentas que podem ajudar nesse desenvolvimento. Muitos desses resultados são análises mais subjetivas, isto é, dependem mais da interpretação de quem está fazendo o processo do que de números objetivos. Por isso, essas metodologias podem contribuir para que a verificação seja mais consistente.

Confira algumas ferramentas para o desenvolvimento do planejamento estratégico:

Metas S.M.A.R.T.

A metodologia SMART ajuda na criação de metas mais eficientes, alcançáveis e relacionadas ao negócio. Isso é possível por meio de cinco características principais que devem estar presentes. A letra S faz referência à palavra specific, isto é, a meta deve ser específica, tornando possível que todos os colaboradores envolvidos entendam facilmente sobre o que ela se trata e a qual setor ela é referente. 

A letra M é de measurable, ou mensurável, e faz referência à possibilidade de mensurar os resultados em números. Portanto, esse é outro pré-requisito importante para entender de forma clara se a meta foi atingida. 

A terceira letra é o A e faz referência à attainable. Nesse caso, outra preocupação deve ser a possibilidade de que a meta seja atingida de fato. Para isso, no planejamento estratégico não se pode escolher um número alto aleatório, mas um resultado possível, embasado em dados e perspectivas reais da empresa e do mercado. 

Já a letra R refere-se à relevant, ou seja, relevante, e considera que as metas devem se destinar a algo que faça sentido para determinada área, setor ou departamento. Dificilmente os colaboradores vão se empenhar para um resultado com pouca relação ao trabalho exercido por eles. A relevância contribui bastante para a produtividade das equipes. 

Por fim, a letra T é referente à timely, isto é, temporalidade. Uma boa meta precisa ter um momento de início e um momento para ser finalizada. Durante esse período, ela pode ser acompanhada e, em momentos mais críticos, é possível apostar em mudanças rápidas de estratégia para garantir que ela seja cumprida. 

Google Analytics 

O Google Analytics é uma ferramenta gratuita muito importante para as métricas do planejamento estratégico, sobretudo para empresas que querem ter presença online. Com ela, é possível visualizar indicadores importantes como a quantidade de visitantes no site, visitas únicas e até mesmo o perfil dos visitantes, como sexo, idade e região do país. 

Com informações, é possível entender melhor sobre os resultados alcançados pelo site e, a partir delas, traçar ações eficientes e que condizem com a realidade da empresa. 

Outra função interessante do Google Analytics é que, se configurado corretamente, ele também é capaz de fornecer informações sobre as vendas feitas no site, como por exemplo, qual página do blog levou mais visitantes a comprarem no site.

E, falando em blog, é fundamental que ele esteja conectado ao Analytics para entender os resultados que estão sendo obtidos por lá. As métricas de taxa de rejeição, por exemplo, torna possível entender em quais páginas os visitantes estão deixando o seu site. Isso é importante para detectar oportunidades que estão sendo perdidas pela falta de um link que leve essas pessoas para outras páginas.  

Levantamento de Necessidade de Treinamento, ou LNT

O Levantamento de Necessidades de Treinamento, também chamado de LNT, é uma ferramenta interessante para ser usada na fase de diagnóstico do planejamento estratégico. A ideia é, por meio de pesquisa, análise de dados, de resultado e relatórios das equipes, verificar quais os conhecimentos ou habilidades que precisam ser desenvolvidos para que os colaboradores otimizem a sua produtividade e desempenho. 

Essa análise deve considerar a opinião das lideranças e liderados, relatórios das áreas sobre seus pontos fortes e aqueles que precisam de melhorias. Com essas informações, geralmente a equipe de RH deve filtrar tudo isso e produzir um relatório que lista as necessidades detectadas. 

Com essa ferramenta é possível entender os principais gargalos de conhecimento que a empresa possui. Assim, pode-se agregar ao planejamento estratégico ações de desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores para garantir que esses problemas sejam sanados.  

▶ Veja também: Saiba tudo sobre o Levantamento de Necessidades de Treinamento

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Planejamento estratégico online também funciona

Nos últimos anos, as empresas precisaram passar a maior parte das suas ações para o modelo online e, nessa mudança, o planejamento estratégico também precisou ser feito nesse formato. Em muitas empresas, o trabalho remoto também já passou a ser uma realidade. Com colaboradores em diferentes localidades, a tecnologia deve ser uma aliada na hora das decisões importantes. 

No entanto, para que isso aconteça, é fundamental que a comunicação seja fluida, sem travamentos ou problemas com o servidor. Isso porque, é muito difícil entender aspectos complicados do negócio e também traçar planejamentos complexos ao mesmo tempo em que se está preocupado com a qualidade do vídeo ou do áudio.

Em geral, as ferramentas gratuitas não fornecem essa segurança no serviço e contam com um tempo limitado de reunião. Por isso, é importante considerar investir em uma boa plataforma para as reuniões e decisões importantes da empresa.  

Para ter esse serviço, você pode contar com a qualidade e o profissionalismo da Netshow.me, uma empresa que oferece as melhores soluções para gerenciar, distribuir e monetizar vídeos e conteúdos digitais. Com ela, você terá o que há de mais inovador em comunicação corporativa na sua empresa.  

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Escrito por Netshow.me

Este artigo foi produzido pela equipe de especialistas da Netshow.me. Oferecemos serviços para gerenciamento, distribuição e monetização de vídeos e conteúdos online. Produzimos conteúdos com o objetivo de fazer com que você também se torne um especialista.