Quem são os stakeholders, quais são os tipos e que papel desempenham nas empresas?

23 de agosto de 2026

Daniel Arcoverde
Entenda como identificar o papel dos stakeholders dentro de uma empresa e qual a influência de cada tipo na gestão do seu negócio.

Toda empresa se relaciona com pessoas e grupos capazes de influenciar seus resultados. Alguns são bastante óbvios, como clientes, colaboradores e acionistas. Outros podem passar despercebidos até o momento em que uma decisão importante precisa ser tomada.

Imagine, por exemplo, que uma companhia decida alterar um produto. A mudança pode parecer responsabilidade apenas das áreas de produto e gestão, mas rapidamente envolve clientes, equipe comercial, fornecedores, investidores e até órgãos reguladores.

Cada um desses públicos olha para a mesma decisão sob uma perspectiva diferente.

É exatamente nesse ponto que entra o conceito de stakeholders.

Quando eu entendo quem são as pessoas impactadas por uma decisão, qual é o poder de influência de cada uma e como devo me comunicar com elas, fica muito mais fácil reduzir conflitos, criar alinhamento e executar a estratégia.

Neste artigo, vou explicar o que são stakeholders, quais são os principais tipos, como identificá-los e, principalmente, como fazer uma gestão de stakeholders eficiente.

O que são stakeholders?

Stakeholders são pessoas, grupos ou organizações que podem influenciar uma empresa ou ser impactados pelas suas decisões e atividades.

Em português, o termo costuma ser traduzido como partes interessadas.

Isso significa que um stakeholder não precisa necessariamente trabalhar na empresa ou ter participação financeira no negócio. Um cliente pode ser stakeholder. Um fornecedor também. Assim como investidores, colaboradores, parceiros, órgãos públicos, comunidades e diversas outras partes.

Eu gosto de pensar da seguinte maneira:

Sempre que uma decisão empresarial puder gerar uma consequência relevante para alguém, ou quando alguém puder interferir nessa decisão, provavelmente existe uma relação de stakeholder.

Por isso, identificar essas partes interessadas não é apenas uma atividade teórica de gestão. É uma maneira de compreender melhor o ecossistema no qual a organização funciona.

Como surgiu o conceito de stakeholders nas empresas?

Aqui existe uma correção importante em relação a uma interpretação bastante comum sobre o tema.

Embora R. Edward Freeman seja frequentemente associado à criação do conceito, o termo stakeholder já aparecia no ambiente empresarial no início da década de 1960, incluindo trabalhos ligados ao Stanford Research Institute.

Foi principalmente a partir de 1984, entretanto, com a publicação de Strategic Management: A Stakeholder Approach, de Freeman, que a abordagem ganhou força na gestão estratégica.

Freeman ampliou a maneira como as empresas poderiam enxergar seus relacionamentos. Em vez de olhar apenas para os acionistas, a organização deveria considerar diferentes grupos capazes de afetar ou serem afetados pela realização dos seus objetivos.

Essa mudança de perspectiva continua bastante atual.

Uma decisão que beneficia acionistas no curto prazo, por exemplo, pode prejudicar clientes, colaboradores ou fornecedores. Se a consequência for perda de reputação, talentos ou receita, aquilo que parecia uma decisão financeiramente eficiente pode acabar destruindo valor no médio prazo.

É por isso que a gestão de stakeholders procura compreender diferentes interesses antes de definir como agir.

Quais são os tipos de stakeholders?

Agora que sabemos que os stakeholders de uma empresa são todos aqueles indivíduos ou grupos que têm algum interesse ou impacto nas atividades organizacionais, é preciso saber discernir os diferentes tipos de stakeholders.

Acompanhe, a seguir, os principais tipos de stakeholders de uma companhia:

1. Clientes

Clientes são pessoas ou organizações que adquirem produtos ou serviços da empresa. Eles desempenham um papel fundamental no sucesso da organização, uma vez que suas necessidades e preferências orientam o desenvolvimento de produtos e a qualidade dos serviços.

2. Funcionários

Funcionários são os colaboradores que trabalham diretamente para a empresa. Eles são essenciais para o funcionamento cotidiano e o cumprimento das metas da organização. O bem-estar e a satisfação dos funcionários têm um impacto direto na produtividade e na cultura da empresa.

3. Fornecedores

Fornecedores são empresas que fornecem matérias-primas, serviços ou produtos à organização. A qualidade e a confiabilidade dos fornecedores são cruciais para manter a consistência e a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos.

4. Acionistas

Acionistas são indivíduos ou empresas que possuem ações da empresa. Seu investimento financeiro e seu envolvimento na tomada de decisões impactam diretamente a direção e o desempenho da organização.

5. Parceiros Comerciais

Parceiros comerciais são outras empresas que colaboram com a organização em vários aspectos, como marketing conjunto, distribuição de produtos ou desenvolvimento de soluções conjuntas. Essas parcerias podem ser fundamentais para expandir os horizontes da empresa.

6. Governo

O governo, seja em nível local ou nacional, exerce um papel regulatório sobre a empresa, estabelecendo leis e regulamentos que a organização deve cumprir. Sua influência abrange áreas como impostos, regulamentações ambientais e de segurança.

7. Comunidade Local

A comunidade local é composta por pessoas que vivem nas proximidades da empresa. O relacionamento da organização com a comunidade pode afetar a imagem pública e as relações com os residentes locais, além de influenciar o apoio a projetos e iniciativas.

8. Organizações Não Governamentais

Organizações não governamentais (ONGs) representam interesses específicos, como questões ambientais, direitos humanos ou causas sociais. Elas frequentemente monitoram e pressionam as empresas para adotar práticas mais responsáveis e éticas.

9. Imprensa

A imprensa é composta por jornalistas e veículos de comunicação que relatam sobre a empresa e suas atividades. A cobertura midiática pode afetar a reputação e a visibilidade da organização, bem como sua relação com o público em geral.

Diante disso, fica fácil entender que qualquer indivíduo que seja influenciado, positiva ou negativamente, pelas decisões de uma organização é um stakeholder. Para alcançar as metas e os objetivos da companhia, é muito importante adotar ações e políticas que vão ao encontro dos interesses desse grupo.

Nesse cenário, algumas práticas envolvendo os stakeholders para alcançar o sucesso incluem iniciativas como:

  • comunicação transparente e eficaz;
  • responsabilidade social corporativa;
  • gestão de riscos;
  • tomada de decisões que levem em consideração as necessidades e expectativas dos diferentes grupos envolvidos.

Stakeholders internos e externos: qual é a diferença?

Uma das maneiras mais simples de organizar os stakeholders é separá-los entre internos e externos.

Stakeholders internos

São aqueles diretamente ligados à estrutura da organização.

Funcionários, gestores, diretores e, dependendo da estrutura societária, acionistas estão entre os principais exemplos.

Essas pessoas vivem as consequências das decisões corporativas de maneira bastante próxima.

Uma mudança na estratégia comercial, por exemplo, pode exigir novas competências dos vendedores, alterar metas dos gestores, modificar prioridades do marketing e afetar expectativas da liderança.

É por isso que a comunicação interna tem um papel tão importante na gestão desse público.

Não basta anunciar uma decisão. Eu preciso explicar o contexto, mostrar o que muda, deixar claro o que se espera de cada pessoa e criar canais para dúvidas e feedback.

Essa necessidade ficou ainda mais evidente em um ambiente de trabalho no qual engajamento continua sendo um desafio. Segundo o State of the Global Workplace 2026, da Gallup, somente 20% dos trabalhadores no mundo estavam engajados no trabalho em 2025.

Isso não significa que todo problema de engajamento seja causado pela comunicação. Mas mostra por que alinhamento, escuta e relacionamento com colaboradores não podem ser tratados como aspectos secundários da gestão.

Para aprofundar esse ponto, vale conferir também o conteúdo da Netshow.me sobre práticas de comunicação organizacional. ⁠10 ações inovadoras de comunicação organizacional.

Stakeholders externos

São os públicos que não fazem parte diretamente da estrutura da companhia, mas têm relacionamento ou influência sobre ela.

Clientes, fornecedores, distribuidores, parceiros, imprensa, comunidades e órgãos reguladores entram nessa categoria.

O cuidado aqui é não cometer o erro de considerar todos esses grupos iguais.

Um fornecedor responsável por uma tecnologia indispensável à operação pode ter muito mais influência do que dezenas de fornecedores menores. Da mesma forma, um órgão regulador pode assumir importância máxima quando uma empresa atua em setores altamente regulamentados.

O contexto determina a prioridade.

Stakeholders primários e secundários

Outra classificação bastante utilizada separa os stakeholders de acordo com sua importância para a continuidade das atividades da organização.

Os stakeholders primários normalmente mantêm uma relação direta e relevante com o negócio. Clientes, colaboradores, acionistas e fornecedores estratégicos são exemplos comuns.

Já os stakeholders secundários exercem influência indireta ou menos constante. Imprensa, associações, grupos de interesse e determinadas comunidades podem entrar nessa categoria.

Mas eu evitaria transformar essa classificação em algo permanente.

Imagine que uma empresa esteja construindo uma nova unidade industrial. Durante aquele projeto, prefeitura, moradores do entorno e órgãos ambientais podem ganhar uma relevância muito maior do que tinham anteriormente.

Portanto, um stakeholder secundário pode se transformar rapidamente em prioritário.

Uma boa gestão de stakeholders é dinâmica.

Stakeholder e shareholder são a mesma coisa?

Não.

Apesar de os termos serem parecidos, eles descrevem conceitos diferentes.

Shareholder significa acionista. É uma pessoa ou organização que possui participação societária em uma companhia.

Já stakeholder é um conceito muito mais amplo.

Todo shareholder pode ser considerado stakeholder porque possui interesse direto nos resultados da empresa. Mas nem todo stakeholder é shareholder.

Um colaborador pode ser stakeholder sem possuir nenhuma ação. O mesmo acontece com clientes, fornecedores, comunidades e parceiros.

Esse ponto ajuda a entender uma das principais contribuições da abordagem dos stakeholders: uma organização precisa administrar interesses que vão além daqueles exclusivamente financeiros dos seus proprietários.

Como identificar os stakeholders de uma empresa?

Além dos públicos de relacionamento citados, como clientes, funcionários e parceiros, algumas empresas podem ter outros stakeholders, e identificá-los é essencial para o sucesso do negócio.

Veja, a seguir, algumas ações para determinar quais são eles:

  • identifique os objetivos e metas da empresa;
  • entenda a missão e visão do negócio, seus objetivos estratégicos e as metas específicas que está tentando alcançar;
  • analise a estrutura organizacional da companhia;
  • considere os grupos de interesse externos, como clientes e acionistas;
  • identifique os grupos de interesse internos, como setores da companhia e suas equipes;
  • avalie o impacto das atividades da empresa na vida das pessoas com as quais ela se relaciona;
  • priorize as partes interessadas;
  • comunique-se de forma eficaz com os grupos de relacionamento identificados. Essa comunicação pode ser off-line ou online, por meio de plataformas de streaming, a depender do contexto.

Ao seguir essas etapas, você eleva as chances de reconhecer os stakeholders de uma empresa, melhorando a comunicação com eles de maneira efetiva.

Como são classificados os stakeholders?

Existem diferentes maneiras de categorizar os tipos de stakeholders, mas aqui estão algumas possíveis:

  • internos: diretamente envolvidos na empresa, como funcionários, gerentes e acionistas;
  • externos: aqueles fora da empresa, como clientes, fornecedores, parceiros de negócios e investidores;
  • primários: os que têm um interesse direto e imediato na empresa e suas atividades, como clientes e funcionários;
  • secundários: têm um interesse indireto ou a longo prazo na organização, como comunidade local, grupos ambientais e reguladores governamentais;
  • positivos: têm um interesse favorável na empresa e suas atividades, como clientes satisfeitos, investidores felizes e funcionários motivados;
  • negativos: têm um interesse desfavorável na empresa e suas atividades, como concorrentes, grupos de protesto e reguladores governamentais que impõem multas e sanções.

É importante se lembrar de que essas categorias não são mutuamente exclusivas, e que um stakeholder pode pertencer a mais de uma ao mesmo tempo. Além disso, o impacto de cada um deles na empresa pode variar, dependendo da situação e do contexto.

A organização deve estar preparada para se comunicar com eles por meio de serviços de streaming e outros veículos de comunicação.

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Como gerenciar os stakeholders?

Identificar os tipos de stakeholders é o primeiro passo para gerenciá-los. Assim, de acordo com a situação, alguns públicos de relacionamento podem se tornar primários ou secundários — o que pode evidenciar o grau de dependência. 

Por exemplo, os acionistas, de modo geral, são encaixados na primeira opção, já que são responsáveis por exercer uma influência direta sobre a corporação. Clientes, funcionários, fornecedores, investidores, concorrentes e executivos de alto escalão têm maior poder de impacto direto dentro de qualquer companhia. Logo, integram os stakeholders primários e precisam ser gerenciados de modo mais efetivo, com uma comunicação próxima e clara.

Já comunidade, imprensa, governo, ONGs, instituições bancárias e outras companhias são encaixados como stakeholders secundários. Eles não são determinantes para que uma empresa tenha êxito no alcance de objetivos e metas estabelecidas.

Além disso, quando o assunto é gerenciar stakeholders, é preciso pensar no nível de importância desses públicos de relacionamento. Ele pode variar de acordo com a corporação ou com o tipo de projeto que está sendo executado.

A comunidade pode ganhar maior relevância e mudar de nível, apesar de, a princípio, ser tratada como secundária. Isso dependerá de estar inserida em algum projeto da companhia, a exemplo de ações sociais.

Assim, apesar de alguns grupos serem, em grande parte dos casos, considerados como primários ou secundários, é possível que, em certo momento, ganhem maior ou menor destaque e poder de influenciar os resultados da empresa.

Suponha que seu negócio trabalhe com a manipulação de agentes químicos, que podem impactar a saúde dos trabalhadores e da comunidade do entorno. Nesse caso, apesar de os moradores serem considerados stakeholders secundários, nessa questão, passam para o grupo dos primários. Afinal, há grandes chances de participarem das atividades do negócio ou interferir em sua imagem.

Você deve perceber que fazer o gerenciamento de todos os stakeholders envolvidos em uma organização pode não ser uma tarefa simples. Isso porque é preciso unir muitos elos do negócio ao mesmo objetivo.

Contudo, uma gestão eficiente deve estar atenta para equilibrar as demandas da organização e seus públicos de relacionamento, e tentar conciliar os interesses a favor do desenvolvimento de todos. Com isso, é possível garantir um desenvolvimento sustentável para a companhia e o público que, de alguma forma, faz parte dela.

Quais são as vantagens dos stakeholders para a empresa?

Como vimos, os stakeholders são pessoas ou grupos que afetam ou são afetados pelas atividades de uma empresa. Para gerenciá-los, é preciso contar com uma comunicação eficiente e, para isso, você pode utilizar as tecnologias certas.

Veja, a seguir, quais são as vantagens de fazer a gestão dos públicos de relacionamento do seu negócio!

Melhora da imagem da organização

Quando a empresa se preocupa com as necessidades e interesses dos seus stakeholders, ela pode construir uma reputação positiva e valorizada pelos seus públicos.

Aumento da fidelidade do cliente

Ao se concentrar nas necessidades dos consumidores, a empresa pode desenvolver produtos e serviços mais alinhados com as suas expectativas. O resultado será maior satisfação e fidelidade dos clientes.

Maior engajamento dos funcionários

Os colaboradores podem se sentir mais engajados, motivados e comprometidos quando sabem que a empresa se preocupa com o seu bem-estar e desenvolvimento profissional.

Acesso a recursos

Os stakeholders podem fornecer recursos valiosos para a empresa, como capital, expertise, conhecimento e redes de contatos.

Redução de riscos

Ao envolver seus stakeholders na tomada de decisão e nas operações, a empresa pode reduzir o risco de conflitos e a probabilidade de ações legais ou regulatórias adversas.

Inovação

Os stakeholders podem trazer ideias e perspectivas diferentes para a empresa, resultando em inovação e diferenciação no mercado.

Suporte a objetivos corporativos

Quando os stakeholders são considerados na formulação de objetivos corporativos, a empresa pode alinhar melhor suas metas com as necessidades de seus públicos. Por consequência, haverá maior aceitação e apoio aos seus planos e estratégias.

Como priorizar stakeholders com uma matriz de poder e interesse?

Depois de identificar as partes interessadas, eu preciso responder a duas perguntas: quanto poder esse stakeholder possui sobre o projeto e quanto interesse ele tem no resultado?

Essa combinação gera uma matriz bastante prática.

PoderInteresseEstratégia recomendada
AltoAltoGerenciar de perto
AltoBaixoManter satisfeito
BaixoAltoManter informado
BaixoBaixoMonitorar

Imagine novamente uma mudança relevante no modelo comercial.

O diretor comercial provavelmente possui alto poder e alto interesse. Precisa participar das principais decisões.

Um órgão regulador pode ter altíssimo poder, mas pouco envolvimento cotidiano. A empresa precisa mantê-lo atendido e cumprir suas exigências.

Clientes afetados podem ter alto interesse, ainda que individualmente possuam menor poder sobre o projeto. Nesse caso, precisam receber informação clara e no momento certo.

Essa matriz evita dois extremos comuns: tentar envolver todo mundo em tudo ou simplesmente ignorar públicos importantes até que um problema apareça.

Exemplos práticos de gestão de stakeholders

Para tornar tudo mais concreto, imagine três situações.

Uma empresa está implantando um novo sistema interno. Os colaboradores precisam entender como utilizá-lo, os gestores precisam acompanhar adesão, TI precisa garantir segurança e a liderança precisa enxergar retorno. Uma boa gestão cria comunicação e treinamento específicos para cada grupo.

Agora imagine um lançamento de produto. Marketing, vendas, distribuidores, clientes, fornecedores e liderança possuem interesses diferentes. Reunir esses grupos em uma estratégia coordenada reduz ruídos e melhora a execução.

Por fim, pense em um comunicado estratégico feito por uma companhia com milhares de funcionários distribuídos pelo país.

Enviar um documento pode não ser suficiente. Uma transmissão corporativa permite que a liderança explique a decisão diretamente, apresente contexto e responda perguntas.

A Netshow.me possui, inclusive, um case em que a Crocs utilizou transmissões ao vivo para ampliar o alcance de sua comunicação com lojistas distribuídos pelo Brasil.

Perceba que a tecnologia não substitui a gestão dos stakeholders. Ela ajuda a escalar a comunicação necessária para que essa gestão funcione.

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