Casos de empresas que superaram crises: conheça 7 histórias

31 de julho de 2026

Daniel Arcoverde
casos de empresas que superaram crises

A forma como uma empresa responde a um cenário de crise pode fazer toda a diferença em sua trajetória nos anos seguintes. Quando a pressão aumenta, algumas organizações tentam apenas preservar o modelo que já existe.

Outras aproveitam o momento para rever produtos, processos, posicionamento e até mesmo a maneira como se comunicam com o mercado.

É por isso que muitos casos de empresas que superaram crises não são apenas histórias de recuperação financeira. Eles mostram como uma situação aparentemente desfavorável pode revelar oportunidades que, em condições normais, talvez continuassem escondidas.

Seja por meio do fortalecimento da comunicação corporativa, seja pela criação de soluções mais inovadoras, empresas de diferentes segmentos conseguiram transformar ameaças em novos caminhos de crescimento.

Ao longo deste conteúdo, eu vou apresentar sete dessas histórias e mostrar quais aprendizados podemos extrair de cada uma delas. Continue a leitura!

7 casos de empresas que superaram crises

Apesar de atuarem em mercados completamente diferentes, as empresas que veremos a seguir têm algo em comum: em algum momento, elas perceberam que continuar fazendo exatamente o mesmo já não seria suficiente.

Vamos conhecer os detalhes de cada caso.

1. Nintendo

Ao comparar as informações do mercado de videogames, a terceira principal empresa do segmento é a Nintendo, com apenas 0,05% do mercado, segundo dados do StatsCounter. O segundo lugar, Xbox, tem 14,76% de market share, enquanto o PlayStation tem um domínio de incríveis 85,2%.

Analisando apenas esses números, pode parecer que a Nintendo vive uma crise, não é mesmo? Mas isso é no passado, afinal, atualmente ela detém 0,05% de um mercado avaliado em mais de 48 bilhões de dólares e com expectativa de alcançar a marca de 74 bilhões até 2028.

Crise, de verdade, foi o que a empresa viveu na década de 1960, quando ela percebeu que o seu popular jogo de cartas no Japão, Hanafuda, começou a perder seu espaço entre os consumidores com o surgimento dos videogames. Isso mesmo, a Nintendo se reinventou por completo há mais de 60 anos.

Quando os líderes perceberam que o Hanafuda estava perdendo espaço, buscaram inúmeras opções de modelo de negócio: de uma empresa de táxis até mesmo uma rede de motéis. Mas foi apenas com o investimento em videogames, os mesmos que levaram a empresa a essa situação, que o negócio se consolidou.

Atualmente, apesar de estar longe dos seus principais competidores, a Nintendo é uma empresa relevante no mercado de games e sempre se destaca pelas suas criações inovadoras, que muitas vezes se diferenciam dos seus concorrentes, como os videogames Wii e Switch, permitindo que a empresa tenha esse espaço.

2. Apple

Quando se pensa em excelência e inovação, é natural relacionar esses dois termos à Apple, certo? Mas a história da marca nem sempre foi assim, especialmente quando o seu fundador, Steve Jobs, deixou a empresa pela primeira vez ainda na década de 1990.

Com a saída de Jobs, a marca lançou produtos que foram um fracasso, como o Newton, um dispositivo que permitia aos usuários escreverem com suas mãos diretamente na tela, basicamente uma primeira versão, bastante primitiva, do que se tornaram os smartphones.

Esse não foi o único fracasso e o cenário de crise, ainda mais pela consolidação da Microsoft nesse mercado, fez com que a Apple decidisse adquirir a NeXT, startup criada por Jobs, para que ele retornasse ao comando da empresa. Ele voltou e iniciou a trajetória de sucesso da marca que conhecemos hoje.

Primeiro, ele realizou o lançamento do iMac, posicionando a empresa de forma mais consolidada no segmento dos computadores. Mas foi com o surgimento do iPod e, posteriormente, do iPhone que a Apple se posicionou no mercado como uma das empresas mais valiosas do mundo até hoje, a ponto de inspirar muitas organizações a inovarem os seus negócios também, tal como o Grupo NC do case abaixo.

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3. Nescafé

O surgimento da Nescafé está diretamente relacionado ao período de crise econômica enfrentado pela bolsa de Nova Iorque. A famosa crise de 29 fez com que muitas empresas norte-americanas parassem de comprar inúmeros produtos, um deles o café, que tinha o Brasil como um dos grandes produtores globais.

O governo brasileiro percebeu a situação e entrou em contato com a Nestlé no Brasil em busca de uma solução para não desperdiçar as suas safras. E foi após uma série de estudos por anos em que a empresa conseguiu desenvolver o Nescafé, um café solúvel que conserva sabor e aroma da semente. Um caso de uma empresa que não só superou uma crise, mas surgiu em uma.

4. Uber

A Uber é, provavelmente, uma das startups mais polêmicas e bem-sucedidas do mercado. Afinal, tudo começou com a criação de uma competição com um dos segmentos mais consolidados de todo o mundo, os táxis. A ideia de Garrett Camp e Travis Kalanick era oferecer uma alternativa ao sistema tradicional.

E como toda inovação disruptiva, gerou uma série de dificuldades em todo o mercado. Os usuários tinham medo de viajar com desconhecidos sem nenhum tipo de certificação, enquanto os motoristas também tinham ressalvas sobre o aplicativo.

Com o foco em carros de luxo em um primeiro momento, a Uber conseguiu desenvolver um modelo de negócio em que todos ficavam satisfeitos. Mas, com o passar do tempo, isso se tornou um problema com a limitação do público que a empresa podia se relacionar.

Assim, Camp e Kalanick decidiram fazer um movimento ousado: lançar o UberX com preços mais acessíveis e, consequentemente, um competidor direto dos táxis. O que irritou os taxistas e seus sindicatos, gerando protestos e forçando os governos e instituições responsáveis a se posicionarem.

Mesmo com esse cenário burocrático e repleto de concorrentes já estabelecidos no mercado, a Uber conseguiu se reinventar, criando diferentes categorias e serviços dentro de um mesmo aplicativo, permitindo que a experiência dos usuários fosse cada vez melhor e mais ampla.

5. Airbnb

Outro exemplo de casos de empresas que superaram crises é o Airbnb, considerado hoje uma das plataformas mais eficientes para quem quer viajar para qualquer lugar. Seja para uma pequena pousada no interior de Minas Gerais, seja para alugar um loft em Amsterdã, a empresa conectou hóspedes e anfitriões.

Mas não foi com esse pensamento global que a empresa se desenvolveu, aliás, a ideia inicial era bastante diferente. Dois amigos começaram a trabalhar com o aluguel de colchões e perceberam uma demanda por estadia para pessoas que estavam em um evento em uma cidade, por exemplo.

O foco, porém, era permitir que as pessoas tivessem um lugar para passar a noite sem que precisassem reservar um hotel. Apesar do relativo sucesso, o negócio se estagnou, já que o seu público era muito restrito, com um perfil bastante específico.

Assim, com a percepção de que o seu público-alvo deveria ser outro, o Airbnb passou por uma reformulação completa e, atualmente, é um dos sites mais visitados em todo o mundo, permitindo que qualquer pessoa encontre um local para ficar com preços mais competitivos do que em um hotel, sinal de que conseguiram tirar proveito da lucratividade do produto para fazer dinheiro.

6. Starbucks

Um dos casos mais emblemáticos de empresas que superaram crises envolve a Starbucks. Mesmo que você não beba café, provavelmente já ouviu falar sobre essa rede norte-americana de cafeterias, não é mesmo? Em grandes cidades de todo o mundo, é comum encontrar uma loja da marca em diferentes esquinas.

E foi exatamente essa expansão desenfreada — com lojas em cidades nos Estados Unidos, literalmente, em cada esquina — que resultou na principal crise enfrentada pela marca. O motivo? A rentabilidade dos lojistas diminuiu bastante com a concorrência de outras Starbucks a alguns passos de distância.

Ou seja, um case de canibalização entre a própria marca. Tudo isso aconteceu nos anos 2000, quando o fundador e então CEO da empresa, Howard Schultz, quis deixar a Starbucks. Quando fez esse movimento, a marca tinha pouco mais de duas mil lojas e, poucos anos depois, já eram mais de 16 mil lojas.

Com esse cenário de crise e canibalização, Schultz decidiu retornar a posição de CEO da empresa, fechou todas as lojas temporariamente para um período dedicado exclusivamente para o treinamento e capacitação dos funcionários com o objetivo de melhorar a entrega do produto final.

Além disso, ele também trabalhou bastante os valores e a cultura da companhia entre os funcionários. Mas a mudança também precisava acontecer no espaço físico, com muitas lojas sendo redistribuídas nas cidades e estados para criar uma competição menos acirrada entre as lojas da própria marca.

7. IBM

Até mesmo as empresas mais tradicionais da história da sociedade moderna precisaram se reinventar ao longo do tempo, como é o caso da IBM. A empresa, cuja sigla significa International Business Machines Corporation começou sua trajetória como uma empresa de máquinas para registro de pontos de funcionários.

Com o tempo, porém, os donos da empresa entenderam que era hora de modificar a forma de atuação e passaram a investir em soluções tecnológicas. Conceitos como Inteligência Artificial foram aplicados pelos funcionários da empresa, com máquinas jogando damas de forma autônoma.

Mas seus produtos eram voltados para o mercado corporativo, uma verdadeira empresa B2B (Business to Business) antes mesmo desse conceito existir. E foi aí que veio o lançamento do PC, isso mesmo, do Personal Computer, uma revolução no mercado, permitindo que os computadores se tornassem acessíveis.

Com o aumento da concorrência nesse setor, porém, a empresa percebeu que era necessário investir em outras frentes também. Assim, toda a expertise da empresa é utilizada, por exemplo, para o desenvolvimento de computação em nuvem e novas tecnologias, permitindo que a marca siga competitiva.

Agora que você conheceu os casos de empresas que superaram crises, o que acha de conferir outros cases de sucesso? Baixe o nosso material gratuito e confira as 10 empresas que transformaram sua comunicação com a tecnologia de streaming!

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O que podemos aprender com essas empresas?

Quando observo esses sete casos em conjunto, percebo que nenhuma das empresas superou suas dificuldades simplesmente esperando o mercado melhorar. Todas tomaram decisões que alteraram, em maior ou menor grau, a forma como operavam.

Veja um comparativo dos principais movimentos:

EmpresaDesafio enfrentadoResposta adotadaPrincipal aprendizado
NintendoLimitação do mercado tradicional de cartasEntrada no entretenimento eletrônico e criação de experiências própriasA empresa pode preservar sua essência mesmo mudando de mercado
ApplePortfólio confuso e perda de competitividadeSimplificação, integração entre produtos e retomada do posicionamentoClareza estratégica é tão importante quanto inovação
NescaféExcesso de café e queda dos preçosPesquisa para criar um produto solúvel e durávelProblemas de mercado podem originar novas categorias
UberResistência regulatória e falta de confiançaAmpliação do modelo, adaptação e diversificaçãoInovação precisa reduzir atritos para ganhar escala
AirbnbPúblico restrito e desconfiança entre usuáriosReposicionamento e mecanismos de reputaçãoConfiança pode ser um componente central do produto
StarbucksExpansão excessiva e perda de qualidadeFechamento de lojas, treinamento e recuperação da culturaCrescer sem consistência pode enfraquecer a marca
IBMQueda do hardware e avanço de concorrentesMigração para serviços, software, nuvem e IACompetências antigas podem sustentar novos modelos

Embora cada contexto seja diferente, alguns padrões aparecem repetidamente.

A crise precisa ser diagnosticada antes de ser combatida

Nem sempre o problema mais visível é a verdadeira causa da crise. Uma queda nas vendas pode ser consequência de um produto desatualizado, de um posicionamento confuso, de falhas na experiência ou de mudanças profundas no comportamento do consumidor.

A Starbucks, por exemplo, não precisava apenas vender mais café. Ela precisava recuperar consistência e identidade. A Apple não precisava lançar dezenas de novos dispositivos, mas organizar seu portfólio e voltar a comunicar uma proposta clara.

Por isso, antes de implementar mudanças, eu considero essencial identificar onde está a perda de valor: no produto, na operação, na cultura, na distribuição ou na maneira como a empresa se relaciona com seus públicos.

Reinvenção não significa descartar tudo o que já funciona

A Nintendo continuou atuando no entretenimento, embora tenha mudado o formato de seus produtos. A IBM preservou sua força no mercado corporativo, mas alterou as tecnologias e serviços oferecidos.

As empresas mais preparadas não abandonam automaticamente sua história. Elas identificam quais competências ainda são relevantes e as aplicam a um novo contexto.

Essa distinção evita dois extremos perigosos: insistir em um modelo que perdeu espaço ou promover uma transformação tão radical que a organização deixa de aproveitar suas próprias vantagens.

A comunicação deve acompanhar a mudança

Uma transformação pode ser tecnicamente correta e, ainda assim, fracassar porque colaboradores, clientes ou parceiros não entenderam o que estava acontecendo.

Em períodos de crise, a comunicação não deve ser tratada apenas como uma forma de divulgar decisões já tomadas. Ela ajuda a construir alinhamento, reduzir inseguranças, capacitar equipes e demonstrar ao mercado que existe uma direção clara.

Isso é especialmente relevante em empresas com equipes distribuídas, redes de parceiros ou operações complexas.

Nesses casos, uma ⁠plataforma de streaming corporativo pode centralizar treinamentos, comunicados, eventos e conteúdos estratégicos em um ambiente controlado pela própria organização.

Perguntas frequentes sobre empresas que superaram crises

Como uma empresa pode superar uma crise?

O primeiro passo é compreender a origem do problema. A crise pode estar relacionada ao caixa, ao produto, à reputação, à operação, à concorrência ou à perda de relevância no mercado. Sem esse diagnóstico, existe o risco de a empresa tratar apenas os sintomas.

Depois disso, é necessário estabelecer prioridades, proteger as atividades essenciais, comunicar decisões com transparência e testar alternativas. Dependendo do caso, a recuperação pode exigir redução de custos, reposicionamento, criação de produtos, entrada em novos mercados ou transformação da experiência do cliente.

Também é importante acompanhar indicadores durante todo o processo. Uma estratégia de recuperação precisa ser ajustada de acordo com os resultados observados, e não apenas com expectativas internas.

Quais empresas se reinventaram durante uma crise?

Nintendo, Apple, Nescafé, Uber, Airbnb, Starbucks e IBM são exemplos conhecidos. Cada uma reagiu de uma forma diferente: algumas mudaram seu modelo de negócio, outras desenvolveram produtos, recuperaram sua cultura ou entraram em novos mercados.

Além delas, existem diversos casos de empresas que aceleraram processos de transformação digital, criaram canais próprios de comunicação ou passaram a utilizar dados com mais profundidade para tomar decisões.

O ponto em comum não está na solução escolhida, mas na capacidade de reconhecer que a estratégia anterior já não respondia adequadamente ao novo cenário.

Qual é o papel da inovação na superação de uma crise?

A inovação permite que a empresa encontre novas maneiras de gerar valor. Isso não significa necessariamente desenvolver uma tecnologia inédita. Também pode envolver mudanças em processos, atendimento, distribuição, comunicação, precificação ou experiência do usuário.

No caso do Nescafé, a inovação criou um produto. No Airbnb, ela ajudou a estruturar confiança entre desconhecidos. Na Starbucks, apareceu na revisão da experiência e da cultura operacional.

Portanto, inovar durante uma crise significa resolver o problema de uma forma mais eficiente, sustentável ou relevante para o público.

Como a comunicação corporativa ajuda durante uma crise?

A comunicação corporativa reduz ruídos e ajuda diferentes públicos a compreender o que está acontecendo, quais decisões foram tomadas e qual comportamento é esperado.

Internamente, ela mantém colaboradores alinhados e preparados. Externamente, ajuda a preservar confiança, esclarecer mudanças e demonstrar responsabilidade.

Quando essa comunicação precisa alcançar muitas pessoas, uma infraestrutura própria de vídeo pode ser utilizada para reuniões gerais, treinamentos, apresentações de resultados, atualizações da liderança e eventos digitais. Além de ampliar o alcance, esse formato permite acompanhar dados de audiência e engajamento.

Transforme a comunicação da sua empresa em uma ferramenta de evolução

Os casos apresentados mostram que uma crise pode modificar completamente o futuro de uma organização. No entanto, essa transformação depende da capacidade de reconhecer problemas, tomar decisões e manter pessoas alinhadas durante todo o processo.

Na Netshow.me, nós ajudamos empresas a utilizar o vídeo como um canal estratégico de comunicação, educação, relacionamento e receita. Por meio de plataformas white-label, transmissões ao vivo profissionais e produção audiovisual, é possível levar mensagens importantes ao público certo com mais controle, segurança e dados.

Isso significa que treinamentos, eventos, comunicados da liderança e conteúdos institucionais deixam de ser ações isoladas e passam a fazer parte de uma experiência contínua.

Conheça as soluções da Netshow.me e descubra como estruturar uma estratégia de vídeo preparada para apoiar sua empresa em momentos de transformação.

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