Tecnologia e Inovação

OTT e a revolução na forma de fazer e consumir conteúdo em vídeo

OTT: essa pequena sigla causou uma enorme transformação no mercado de vídeos mundial – mas você sabe o que ela significa?

Escrito por Gabriele Gonçalo em 26 fev 2021 | Atualizado em 11 ago 2021

12 minutos de leitura

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Se você acompanha o mundo dos vídeos, já deve ter ouvido falar sobre OTT. Essas três letrinhas poderosas dão nome a uma forma de distribuir conteúdos que virou o mercado audiovisual de cabeça para baixo. E a tendência é que a força do OTT continue a decolar.

Segundo estudo da Allied Market Research, o mercado OTT deve atingir o valor de US$ 1,039 trilhões até 2027. Isso representa uma taxa de crescimento anual de (CAGR) de 29,4%. Ou seja: ainda vamos ouvir muito mais sobre essa sigla por aí.

A seguir, prepare-se para mergulhar no mundo das plataformas OTT e descobrir tudo o que você precisa saber sobre este conceito de distribuição e monetização de conteúdos digitais: o que significa OTT, o que este conceito abrange, seu impacto no mercado audiovisual e como ter a sua própria OTT! Vamos nessa?

Qual o significado de OTT?

OTT é a sigla para a expressão Over The Top – do inglês, significa acima do topo, ou seja, algo acima da média. Este termo foi abraçado pela indústria da mídia e diz respeito à distribuição de conteúdos pela internet sem intermediários – sejam eles serviços de  telecomunicações, radiodifusão, TV a cabo/satélite ou IPTV.

Antes de surgirem essas plataformas e aplicativos, como você fazia para se comunicar ou consumir vídeos e áudios? Para assistir a um vídeo, você dependia da programação da TV. Para fazer uma ligação ou mandar uma mensagem de texto, precisava exclusivamente de um plano de telefone ou celular. E para ouvir música? Somente por rádio.

Atualmente, há inúmeras formas de se comunicar e consumir conteúdos por meio da internet. Algumas pagas, outras gratuitas. E o controle passou para as mãos dos usuários. São eles que decidem que plataforma utilizarão para assistir a vídeos ou ouvir áudios e definem sua própria programação.

Ou seja, a TV nada mais é do que um equipamento. E televisores, celulares, tablets e outros dispositivos continuarão sendo utilizados para o consumo de conteúdo audiovisual. Já as emissoras televisivas são justamente produtoras de conteúdo. Quem produz conteúdo não precisa depender somente de um formato de distribuição.

Embora OTT geralmente seja algo comumente relacionado a vídeos online, elas abrangem vários tipos de conteúdo. Assim, plataformas OTT podem utilizar formatos como podcasts, e-books e até conteúdo ao vivo – e até mesclar todos!

Como a OTT revolucionou o mercado de vídeos?

A explosão dos vídeos OTT não teria acontecido sem a ajuda da tecnologia streaming. Com ela, o dispositivo baixa os dados do conteúdo quando você aperta o play e os armazena no dispositivo durante a exibição. Assim, tornou- se possível assistir vídeos online sem precisar fazer o download dos arquivos.

Dessa forma, é possível assistir a quantos vídeos quiser, quando quiser, de qualquer dispositivo – contanto que tenha acesso a um bom sinal de internet. Foi assim que a distribuição de vídeos pela internet no formato OTT começou.

Com o surgimento de serviços de streaming como o YouTube, qualquer produtor de conteúdo tem a oportunidade de distribuir vídeos online e ter a sua própria Web TV. Isso transformou a dinâmica de produção e consumo de conteúdo em vídeo.

Esta realidade também está presente no mundo corporativo. Muitas empresas estão criando suas próprias plataformas OTT de conteúdos para comunicação externa ou interna. Assim, é como se fosse uma Netflix da empresa com conteúdos relevantes para o público corporativo.

Segundo a pesquisa TIC Domicílios Cultura, realizada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), o hábito de consumo de áudio e vídeo via streaming só vem aumentando nos últimos anos e se consolidou no Brasil. Não à toa, 74% dos brasileiros declararam ter esse hábito.

Por isso, não é nenhum exagero dizer que o OTT transformou o mercado audiovisual ao mudar o paradigma da distribuição de conteúdos digitais, a tornando cada vez mais adaptada à demanda do público.

OTT e a revolução na forma de fazer e consumir conteúdo em vídeo

OTT significa o fim da TV?

Esta é uma pergunta muito comum quando falamos de OTT. Mas, para respondê-la, temos que revisitar o próprio conceito de TV. Ao falarmos de TV, vem à mente aquele equipamento que tem na sala de quase todos os brasileiros: o televisor. E, pelo televisor, assistimos à programação das emissoras televisivas.

Entretanto, hoje é possível assistir a essa programação também por meio de celulares e tablets. Assim como é possível utilizar o televisor para consumir vídeos de plataformas OTT como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+.

O que o OTT está trazendo é a oportunidade das emissoras se reinventarem – e isso já está acontecendo. Diversas emissoras abertas e fechadas estão criando suas próprias plataformas OTT, disponibilizando sua programação online ou inclusive investindo em conteúdos transmídia (em que um conteúdo é explorado de diferentes maneiras em vários formatos, que se complementam).

Produtores de conteúdo audiovisual também estão sendo impactados positivamente com o avanço do OTT. Isso porque os vídeos online abriram inúmeras portas para a produção de conteúdos audiovisuais, seja em entretenimento, na educação a distância, em transmissão ao vivo, no uso corporativo e muito mais.

Outro resultado foi o crescimento dos conteúdos de nicho, que têm na internet uma grande aliada para ampliar seu alcance. Assim, fica mais fácil atingir um público mais segmentado e que muitas vezes não é contemplado pela mídia tradicional. Além disso, o alcance do conteúdo se torna ainda maior, pois a internet é acessível a todos e em qualquer localidade.

Como ter uma plataforma OTT?

Como falamos anteriormente, o conceito Over The Top tornou a produção de conteúdo mais democratizada. Assim, qualquer empreendedor digital pode vender seu conteúdo digital com uma plataforma white label adaptada à identidade de sua empresa.

Desta forma, este tipo de plataforma demanda investimento menor e pode ser usada para monetizar conteúdo de maneira escalável. Você pode usá-la como uma plataforma de cursos online. Além disso, OTTs podem ser usadas para comunicação interna e como uma TV corporativa. E por que não organizar eventos online na sua própria plataforma?

Mas como criar a sua própria OTT? A seguir, falaremos sobre todos os pontos necessários. Confira:

Quais os formatos de vídeo usar na OTT?

Ao criar a sua própria OTT, você pode usar conteúdo gravado e ao vivo na sua estratégia. E isso não significa que é necessário escolher somente um – afinal, este tipo de plataforma permite que você mescle ambos de maneira que fizer sentido para o seu público.

Para isso, avalie o tipo de conteúdo que você pretende oferecer, a estrutura de produção que tem a disposição, e as preferências e hábitos do seu público. Confira quais os formatos possíveis:

1. Transmissão ao vivo

Assim como nas redes sociais e sites de vídeos, a OTT permite que você faça transmissões ao vivo online. Este formato pode ser usado transmitir para cursos online, masterclasses, treinamentos internos e ações de comunicação interna, shows, esportes e qualquer outro evento que você desejar.

2. Video On Demand

Já a opção por conteúdos gravados é possível graças ao Video On Demand (VOD). Aqui, você pode disponibilzar conteúdos previamente gravados para o público consumi-los sob demanda – assim, é possível ter um catálogo disponibilizar os materiais de maneira semelhante à Netflix.

3. Live e VOD

Como dito anteriormente, você pode ter uma plataforma que use conteúdos ao vivo e sob demanda ao mesmo tempo. Desta forma, dá para montar uma estratégia que contemple ambos os formatos e potencializar resultados. Lembre-se: é importante mesclar VOD e live de uma maneira que faça mais sentido para o seu púlbico.

Quais tipos de monetização de uma OTT?

Seu objetivo é fazer com que a plataforma OTT se torne fonte de receita? Existem quatro modelos de negócio aplicados a vídeos online que você pode usar. Confira:

1. SVOD

Sigla para Subscription Video On Demand, o SVOD é o modelo de assinaturas. Ou seja, você pode vender planos na periodicidade da sua escolha – sejam eles mensais, semestrais ou até anuais. Aqui, o usuário tem acesso a todo conteúdo disponibilizado na sua plataforma.

2. TVOD

Já o TVOD significa Transactional Video On Demand, mais conhecido como Pay-Per-View. Nele, os espectadores pagam por cada conteúdo que consumirem, sem planos de assinatura.

3. AOTT

Pretende monetizar sua OTT através de anúncios publicitários? Isso é possível graças ao AOTT – também conhecido como Advertising. Com este modelo, o usuário não paga pelo acesso e a geração de receita acontece por meio de propagandas inseridas nos vídeos ou na plataforma.

4. SSOVOD

Para fechar a lista, existe um quarto modelo voltado às empresas que utilizam a plataforma para o público interno: o SSOVOD, sigla de Single Sign-On Video On Demand. Aqui, o acesso é feito com apenas um login – isso significa que os colaboradores precisam acessar a intranet da organização para ter acesso à plataforma.

Como escolher uma plataforma OTT?

Não é necessário ter uma equipe de desenvolvedores para criar uma plataforma OTT do zero – o que, convenhamos, demanda maiores investimentos.

Caso seu objetivo seja apenas ter uma forma gratuita e prática de disponibilizar os próprios vídeos, criar um canal no YouTube ou outras plataformas de hospedagem de vídeos.

Mas se você busca um ambiente mais restrito, personalizável e com mais opções de monetização, a solução é procurar soluções profissionais. A plataforma de vídeos Netshow.me OTT, por exemplo, permite a criação de uma plataforma totalmente personalizada e white label, com a identidade visual da sua marca. Você pode optar por oferecer o acesso aberto e gratuito, restrito por login e senha ou pago, por meio de pacotes de assinatura.

Além disso, você tem acesso a ferramentas para realizar transmissões ao vivo, monetizar via anúncios publicitários, captar leads e conferir relatórios de audiência. Quer saber mais? Fale com um de nossos especialistas e saiba como transformar seu negócio com sua própria plataforma OTT.

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Este post foi publicado originalmente no dia 14 de novembro de 2018 e atualizado no dia 26 de fevereiro de 2022.

Escrito por Gabriele Gonçalo